E lá vou eu, ser contrário à lógica. Qualquer um, que veja o resultado, acha que o São Paulo perdeu para um timinho. Doce engano...
Que jogaço no PV. Jogo de dois times que jogaram para cima. Não me lembro de, nesse ano, ver os 4 laterais sempre indo ao ataque. Num futebol tão burocrático, em que a marcação vence a velocidade, jogos assim são raros. E tem que ser valorizados.
O Ceará jogou em cima o tempo todo. Osvaldo, Michel e Felipe Azevedo davam qualidade às subidas do time, enquanto Roger levava perigo na área. O São Paulo, inteligente, se segurava e colocava suas fichas no contra-ataque. Mas as coisas não sairam como o planejado. O Ceará pressionava muito forte, e obrigava o goleiro Rogério Ceni a fazer belas defesas. E foi logo depois de uma dessas defesas espetaculares, que saiu o gol. Rogério tirou uma bola em cima da linha, e numa arrancada espetacular de Fernandinho, aos 22 do primeiro tempo, o atacante tocou para Rivaldo, que apenas completou: 1 x 0. Mais uma vitória fora de casa? parecia que sim.
Depois do gol, o jogo ficou mais igual. Ceará e São Paulo alternavam a posse de bola, em belas subidas dos dois times. Um jogo aberto, bonito, bem trabalhado. Até o fim do primeiro tempo, que terminou agitado: um golaço de Rudnei, de letra, depois de uma boa jogada. Apenas uma observação: quem falhou no gol? WELLINGTON. Falo dele depois.
No intervalo, Rhodolfo não volta. Contundido, o zagueiro foi substituido por Jean. Denilson iria para a zaga, e Jean seria o 1° volante. Mas não demorou muito para tudo isso mudar. Denilson, logo no começo da etapa final, parou um ataque do Ceará. Como já tinha cartão amarelo, foi expulso. Pausa para uma histórinha.
No começo do segundo semestre, o São Paulo contava com 4 zagueiros. Bruno Uvini foi para a seleção, Luiz Eduardo e Xandão se contundiram. Contra o Bahia, atuaram Rhodolfo e Rodrigo Caio. E o volante improvisado se contundiu também. Às pressas, a diretoria contratou João Filipe. Contra o Ceará, Rhodolfo se contunde. Denilson assume a zaga, e é expulso.
A expressão no rosto de Adilson Batista mostrava medo, receio. Piris assumiu a zaga. Mas não foi sozinho. Posso jurar que, até os 15 minutos, o São Paulo jogou num 8-2. 8 zagueiros, Rivaldo e Fernandinho isolados no ataque. Até os 15 minutos, a pressão do Ceará foi alucinante. Porém, a ''zaga'' são-paulina não cedia. Rogério fazia a parte dele.
Lá pros 20 minutos, as coisas ficaram mais calmas. O São Paulo, inteligente, esfriou o jogo e voltou a igualar as ações. À essa altura, Cicero, que tinha começado o jogo no ataque, tinha virado volante.
Mancini colocou Marcelo Nicácio no lugar de Roger. No São Paulo, Marlos entrou no lugar de Fernandinho, e Henrique Miranda no lugar de Rivaldo. O São Paulo estava completamente desfigurado. Demorei para entender como o São Paulo jogaria.
35 minutos. O Ceará começa uma pressão final, numa tentativa de virar o jogo. E o jogo voltou ao bate-rebate que estava no começo do segundo tempo. Porém, a ''zaga'' são-paulina continua firme. A raça dos jogadores era impressionante, dos dois lados. O jogo caminhava para um fim dramático. E foi. Até, que numa bola jogada na área, depois de uma bola na trave, Nicácio manda para o gol. Aos 48. A torcida são-paulina já comemorava a vitória...
Mesmo assim, acho que o jogo foi ótimo. Deu pra ver, que quando não dá na técnica, vai na raça.
Fernandinho não é finalizador. Cícero não é atacante. É meia que chega de trás. Denilson tá jogando o fino da bola. Sua expulsão não muda isso. João Filipe se mostra seguro. Rhodolfo mostrou a qualidade de sempre. Juan, excelente em campo, assim como Carlinhos e Rivaldo. Piris mostrou que, mesmo sendo um baixinho, é um gigante. E Rogério fez uma partida perfeita. É um mito mesmo. Defendeu até pensamento. A falha do time é Wellington.
Sinceramente, se vocês viram um lance certo dele, me avisem. Por que eu não vi. Firula demais, habilidade de menos. E nem ser firuleiro ele sabe ser. Jean entrou bem, dá pra ser sombra. Dá pra assumir a posição. Espero que assuma.
No Morumbi, creio que dá São Paulo. Mas o jogo de hoje foi uma amostra de que boas partidas de futebol ainda existem, às vezes. Quem dera que todas fossem assim.
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