Um jogo pra entrar pra história dos confrontos entre as duas equipes, um
dos melhores jogos vistos até agora neste Brasileirão 2011, nesta quarta-feira
á noite na Vila Belmiro, pela 12ª rodada, um show, simplesmente espetácular,
onde teve gols que não são normais de ver em um jogo comum, um 5x4 cheio de
emoções até o último minuto, com show de Ronaldinho Gaucho e Neymar, mais quem
se deu melhor nessa?
O jogo em si começou truncado, como ja era de se esperar, mais com o
Santos tendo mais eficiência no ataque e nas jogadas trabalhadas, e assim saiu
o primeiro gol, Elano recebeu passe de Ganso, e lançou Borges que ganhou da
zaga do Fla, é só teve o trabalho de tirar o goleiro Felipe da jogada e tbm o 0
do placar.O Flamengo tentava acordar, até com algumas boas jogadas pelo lado
esquerdo, mais o Peixe era mais inscisivo e ampliou com Borges novamente, com
bela jogada de Neymar, dando um passe de pucheta pro centroavante santista
fazer seu segundo gol na partida.
O time rubro-negro parecia entregue, e com Neymar inspirado venho o
terceiro gol que por sinal um golaço, de craque, como de costume ele foi pra
cima da zaga do Flamengo, passou por Wellington e deu um drible desconcertante
em Angelin pra depois só tocar pro fundo das redes, a goleada estava
acontecendo, festa na Vila Belmiro.
O jogo radicalmente virou de lado, o
Rubro-Negro não se intimidou com a vantagem adversária e continuou indo
para cima. Marcou dois gols rápidos, com Ronaldinho e Thiago Neves e pressionou
o Santos, que apresentava muitas falhas defensivas. Lembrou o time de 2010, que
dava sustos na mesma medida em que marcava gols. Ai apareçeu o Neymar novamente
endiabrado, invadiu a área pela esquerda até ser derrubado por Willians, juiz
marca pênalti. Uma marcação duvidosa. Borges pegou a bola para bater, mas Elano
assumiu a bronca. Queria se redimir do vexame da Copa América, quando, na
decisão por penalidades nas quartas de final, contra o Paraguai, ele mandou uma
bola na estratosfera, muito acima da meta. Em momentos difíceis, abusar não
costuma ser prudente. Uma cavadinha displicente. A bola, leve, tranquila,
morreu nos braços de Felipe, que fez graça com a bola em jogo.
A Vila caiu em vaias na cabeça de Elano, que chegou a fazer sinais para
os alvinegros descontentes. Para piorar a situação do meia santista, Deivid,
escorando cobrança de escanteio, empatou a partida. O Flamengo estava vivo; o
Santos, adormecido. Elano, em maus lençois.
O segundo tempo foi tão eletrizante quanto o primeiro. O Fla foi melhor,
teve mais a bola. Chegou, inclusive, a encurrralar o Peixe. O sistema defensivo
santista falhava na marcação. Ronaldinho e Thiago Neves tinham muito espaço
para trocar passes. Os alvinegros, mal posicionados, corriam atrás. Neymar,
porém, fazia a diferença. Puxando contra-ataques, ele tirou o Peixe do sufoco
logo após o início do segundo tempo, arrancando pela esquerda e dando um toque
inspirado para matar Felipe.
Mas Neymar não era o único protagonista do jogaço. Ronaldinho Gaúcho
mostrou que o craque pensa à frente, surpreende, improvisa. Falta na entrada da
área, pelo lado direito. Rafael armou a barreira e se posicionou no lado
direito. Todos esperavam a batida por cima da barreira. Esperto, o camisa 10
tocou rasteiro. A bola passou por baixo e enganou o goleiro santista. 4 a 4!
A Vila Belmiro não respirava. Privilegiadas, as quase 13 mil testemunhas
do jogo do ano no Brasil não desgrudavam os olhos do gramado. Qualquer piscada
e se perderia um drible de Neymar, um toque refinado de Ronaldinho.
Neymar driblava, chutava, infernizava a zaga flamenguista. Não havia
maneira de pará-lo. O jeito era fazer a bola não chegar ao astro santista. Foi
isso o que o Flamengo fez quando roubou a bola no meio de campo, num erro de
Ganso. Um contra-ataque mortal, com Ronaldinho arrancando pela esquerda,
invadindo a área e definindo o placar 5x4 surpreedente? talvez, o que importa é
que foi um espetáculo.
Gols da partida:
Palmas ao futebol arte!
Por Lucas Belchior