Hoje, pela primeira vez nesse ano, eu vi o jogo da seleção atentamente. E gostei do que vi.
O time jogou pra cima. Pressionou o Paraguai desde o começo. Jogou como não tinha jogado antes. Jogou como a seleção deve jogar. Infelizmente, o Paraguai se fechou todo. Bateu muito. Não jogou, e não deixou jogar. Entrou para segurar o resultado por 120 minutos. E é em jogos assim que deve aparecer a estrela. Neymar não fez nada demais, assim como em toda a Copa América. Quem assumiu essa vaga de melhor jogador foi Robinho. E fez muito bem. Ele, Ramires e André Santos fizeram um ótimo jogo. Maicon não repitiu a mesma atuação que teve contra o Equador. Lento, falhou em quase todas as jogadas que vez. Parte da culpa cai sobre a marcação forte que o lateral sofreu. Deve se dar méritos ao goleiro Justo Villar, que fechou o gol quando exigido. Hoje na América do Sul não existe nenhum time fraco. Nem time bobo.
Nessa base, o jogo seguiu. Acabou. Prorrogação começou, com Fred no lugar de Pato. O atacante do Milan, aparentemente esqueceu o futebol em Milão. Sem movimentação, e quando tinha a bola, não sabia o que fazer. Fim de primeiro tempo da prorrogação. Briga entre os times, Lucas Leiva e Antolin Alcaraz expulsos. Começa segundo tempo da prorrogação, do mesmo jeito. Lucas Silva entra. Mano agiu certo, pois o time paraguaio estava altamente cansado, e ia parar o meia de dois jeitos: ou com falta, ou com uma marcação forte. O problema é: caso os paraguaios escolhessem a primeira opção, quem cobraria as faltas?
Elano. Na teoria, Mano estava mais que certo. Elano entraria para bater faltas, e um possível penalti. Infelizmente, a prorrogação acabou. Penaltis.
Elano era o primeiro. Caminhou para a marca do penalti. Mas antes, vale um comentário. Se sabe que o frio é rigoroso na Argentina, mas não foi ontem que resolveram que o país sediaria a competição. Na África do Sul, o frio era maior ainda, e os gramados eram perfeitos. Para dar uma maquiada, os responsáveis pelo estádio principal da competição jogaram areia no gramado. AREIA. Técnica ''milenar'', que em poucas quantidades não prejudica. Mas o gramado todo era só areia. Não era um gramado, era uma praia.
Voltando ao pênalti. Elano colocou a bola na marca do penalti. Caminhou lentamente para a bola. Isolou. Jogou na arquibancada, como jogadores de Rugby. Mas era apenas um penalti perdido. Errar é humano, um dia sem sorte acontece com todos. Mas Barreto também errou. Thiago Silva também bateu muito mal, Villar defendeu. Acabou com a confiança dos outros batedores. André Santos também errou. Ainda pra ajudar, o Paraguai ainda fez dois gols. Fred selou a eliminação.
Agora, eu pergunto: onde está a culpa do Mano? ele colocou o que tinha de melhor em termos de batedores. Tem dia que erramos, tem dia que acertamos. Claro que, na seleção, a margem de erro é quase nula. Mas acontece. Palermo não errou três penaltis num mesmo jogo?. É essa a linha de pensamento. O técnico fez as substituições corretas. A culpa não é dele.
Na verdade, o verdadeiro culpado pela eliminação brasileira é este fato:
Hoje na América do Sul não existe nenhum time fraco. Nem time bobo.
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