Mimados.
Não consegui achar definição melhor que essa. Parece que os garotos do Morumbi, com salário de 20, 30 mil por mês com 18 anos, acham que podem jogar quando querem. O São Paulo não pode permitir isso de maneira alguma.
São Paulo e Vasco entraram com propostas bem definidas: o tricolor de partir pra cima, e o Vasco de se segurar e fazer um gol no contra-ataque.
Começo de jogo, Vasco em cima. Até os 5 minutos. A partir daí, até o fim do 1° tempo, só deu São Paulo. Taticamente muito bem, técnicamente, não. O time andava em campo. Lento, com suas peças principais jogando muito mal. Dedé e seus companheiros de zaga estavam muito seguros. Quando não conseguiam barrar o ataque, Fernando Prass impedia o gol. Assim foi nas jogadas de Carlinhos Paraíba e Piris. Rivaldo, fazia o básico quando tinha que trabalhar a jogada, e trabalhava a jogada quando tinha que fazer o básico. Lucas ainda se esforçou um pouco em campo, mas em vão. Dagoberto fez um bom primeiro tempo, mas sempre muito bem marcado. O São Paulo fez uma boa primeira etapa, mas, diferente do jogo do meio de semana, não foi preciso. A zaga carioca estava muito segura. Até que um lance mudou a história da partida.
A contusão de Xandão. Com isso, todo o esquema tático do São Paulo se desfez. Luiz Eduardo, que estava na lateral marcando as subidas de Éder Luis, voltou à sua posição de origem. Henrique Miranda, que entrou no lugar de Xandão, assumiu a lateral. Se isso não tivesse acontecido, dificilmente aos 7 minutos do segundo tempo Eder Luis faria o gol, num passe de Diego Souza, e falha da marcação. E o jogo entrou no óbvio. Se só a zaga, no 1° tempo, conseguiu segurar o São Paulo, imagina então os volantes, o meio...
Adilson viu seu time ir para o espaço. Só bola na área, e jogadas erradas. Piris, que fazia sua estréia, sofria com a falta de entrosamento. Pelo outro lado, Henrique Miranda sofria com a marcação e os erros dos seus companheiros. Jean fez uma partida ''+ ou -'' como volante. E a carta mais forte de Adilson, que era a troca constante de posição entre Carlinhos e Wellington, deu errado. Wellington, o mais mimado de todos, diga-se de passagem. Carlinhos, esforçado como sempre, mas parou no ferrolho vascaíno. Com isso, Dagoberto, que pouco fez, andava mais ainda no campo. Bateu duas faltas bisonhamente. E Lucas, muito bem marcado, foi apenas mais um de branco no jogo. Marlos e Fernandinho entraram no lugar de Piris e Rivaldo. O São Paulo colocou um pouco de correria no jogo, mas foi só. Detalhe: atuação péssima da arbitragem. Um penalti não marcado, várias faltas não marcadas. Dedé é derrubado, é falta. Dedé derruba, e não é.
Dos 25 minutos, até o fim do jogo, só se ouvia isso:
Fernandinho avança, DEDÉÉÉÉ!
Marlos, DEDÉÉÉÉ
Dagoberto cruza, DEDÉÉÉ!
Chega a ser irônico, e patético. Aí eu pergunto:
Eae, comofas?
DEDÉÉÉÉÉÉ
Dedé ta merecendo mesmo tar na seleção, não vi o jogo mas pelo que falaram ele detonou todos os ataques do são paulo. Boa coluna matheus! flw.