quarta-feira, 27 de julho de 2011

A melhor quarta feira do futebol em 2011 - SFC x FLA - Por Lucas Belchior

Postado por Matheus às 20:53 ,

Um jogo pra entrar pra história dos confrontos entre as duas equipes, um dos melhores jogos vistos até agora neste Brasileirão 2011, nesta quarta-feira á noite na Vila Belmiro, pela 12ª rodada, um show, simplesmente espetácular, onde teve gols que não são normais de ver em um jogo comum, um 5x4 cheio de emoções até o último minuto, com show de Ronaldinho Gaucho e Neymar, mais quem se deu melhor nessa?


O jogo em si começou truncado, como ja era de se esperar, mais com o Santos tendo mais eficiência no ataque e nas jogadas trabalhadas, e assim saiu o primeiro gol, Elano recebeu passe de Ganso, e lançou Borges que ganhou da zaga do Fla, é só teve o trabalho de tirar o goleiro Felipe da jogada e tbm o 0 do placar.O Flamengo tentava acordar, até com algumas boas jogadas pelo lado esquerdo, mais o Peixe era mais inscisivo e ampliou com Borges novamente, com bela jogada de Neymar, dando um passe de pucheta pro centroavante santista fazer seu segundo gol na partida.


O time rubro-negro parecia entregue, e com Neymar inspirado venho o terceiro gol que por sinal um golaço, de craque, como de costume ele foi pra cima da zaga do Flamengo, passou por Wellington e deu um drible desconcertante em Angelin pra depois só tocar pro fundo das redes, a goleada estava acontecendo, festa na Vila Belmiro.


O jogo radicalmente virou de lado, o  Rubro-Negro não se intimidou com a vantagem adversária e continuou indo para cima. Marcou dois gols rápidos, com Ronaldinho e Thiago Neves e pressionou o Santos, que apresentava muitas falhas defensivas. Lembrou o time de 2010, que dava sustos na mesma medida em que marcava gols. Ai apareçeu o Neymar novamente endiabrado, invadiu a área pela esquerda até ser derrubado por Willians, juiz marca pênalti. Uma marcação duvidosa. Borges pegou a bola para bater, mas Elano assumiu a bronca. Queria se redimir do vexame da Copa América, quando, na decisão por penalidades nas quartas de final, contra o Paraguai, ele mandou uma bola na estratosfera, muito acima da meta. Em momentos difíceis, abusar não costuma ser prudente. Uma cavadinha displicente. A bola, leve, tranquila, morreu nos braços de Felipe, que fez graça com a bola em jogo.


A Vila caiu em vaias na cabeça de Elano, que chegou a fazer sinais para os alvinegros descontentes. Para piorar a situação do meia santista, Deivid, escorando cobrança de escanteio, empatou a partida. O Flamengo estava vivo; o Santos, adormecido. Elano, em maus lençois.
O segundo tempo foi tão eletrizante quanto o primeiro. O Fla foi melhor, teve mais a bola. Chegou, inclusive, a encurrralar o Peixe. O sistema defensivo santista falhava na marcação. Ronaldinho e Thiago Neves tinham muito espaço para trocar passes. Os alvinegros, mal posicionados, corriam atrás. Neymar, porém, fazia a diferença. Puxando contra-ataques, ele tirou o Peixe do sufoco logo após o início do segundo tempo, arrancando pela esquerda e dando um toque inspirado para matar Felipe.


Mas Neymar não era o único protagonista do jogaço. Ronaldinho Gaúcho mostrou que o craque pensa à frente, surpreende, improvisa. Falta na entrada da área, pelo lado direito. Rafael armou a barreira e se posicionou no lado direito. Todos esperavam a batida por cima da barreira. Esperto, o camisa 10 tocou rasteiro. A bola passou por baixo e enganou o goleiro santista. 4 a 4!
A Vila Belmiro não respirava. Privilegiadas, as quase 13 mil testemunhas do jogo do ano no Brasil não desgrudavam os olhos do gramado. Qualquer piscada e se perderia um drible de Neymar, um toque refinado de Ronaldinho.


Neymar driblava, chutava, infernizava a zaga flamenguista. Não havia maneira de pará-lo. O jeito era fazer a bola não chegar ao astro santista. Foi isso o que o Flamengo fez quando roubou a bola no meio de campo, num erro de Ganso. Um contra-ataque mortal, com Ronaldinho arrancando pela esquerda, invadindo a área e definindo o placar 5x4 surpreedente? talvez, o que importa é que foi um espetáculo.

Gols da partida:


Palmas ao futebol arte!

                                                                                                                         Por Lucas Belchior

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